sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Atividades realizadas – julho a novembro de 2011
no Parque nacional Montanhas do Tumucumaque
Julho de 2011
ü  01/07: Realização da 15ª. Reunião Ordinária do CPMT, Hotel Magnus, em Macapá
ü  Consolidação  do Projeto Ecosia de apoio ao PNMT, por intermediação da WWF – Brasil
ü  Início da Expedição Mapaoni (ICMBio-AP,  Centre National de la Recherche Scientifique- CNRS, Exército Brasileiro, Fundação Orsa, comunidade do Iratapuru)
ü  Atualização do cadastro de moradores de Ilha Bela
Agosto de 2011
ü  palestra da Analista Ambiental Marcela Marins na 28ª Reunião   do Sistema Brasileiro de Inteligência do Estado do Amapá
ü  Participação do PNMT na 3ª Reunião Ordinária do Fórum Estadual de Turismo
ü  Visita de campo de representantes do WWF-Brasil a Vila Brasil, no âmbito do Projeto Ecosia
ü  Representação do PNMT (Larissa) na Oficina de Negócios de Ecoturismo da FLONA do Amapá
Setembro de 2011
ü  Operação Curare (23/09 a 04/10), do Exército Brasileiro, em parceria com ICMBio, Ibama, MPF, AGU, Polícia Federal, Receita Federal. Região do médio Oiapoque, Lourenço.
Outubro de 2011
ü  Reunião do Conselho do Mosaico de Áreas Protegidas do Oeste do Amapá e Norte do Pará: consolidação do Regimento Interno
ü  Participação do PNMT no II Congresso Nacional de Educação Ambiental
ü  Realização da Oficina de Análise de Projetos CPPTA-Oiapoque
Novembro de 2011
ü  Participação de Analista Ambiental do PNMT (Christoph Jaster) no Curso de Planejamento para Uso Público (Parque Nacional da Serra dos Órgãos, RJ)
ü  Seminário de encerramento (formatura) do CPPTA em Serra do Navio
ü  Participação do PNMT (Larissa) do 8ª Congresso Nacional de Ecoturismo – 4o Encontro de Ecoturismo em Unidades de Conservação
ü  Realização da 16ª Reunião Ordinária do CPMT, em Almeirim/PA

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Equipe do CPPTA visita viveiros de plantas construídos em Escolas Municipais em Serra do Navio

 O Curso Pedagogia de Projetos em Temas Ambientais (CPPTA), através de sua equipe organizacional, visitou no último dia 13, as Escolas Municipais Colônia do Cachaço e Beija-Flor. O objetivo da visita era fazer o acompanhamento dos viveiros de plantas feitos nas escolas citadas.
Foto: Alessandra Lameira
A visita foi composta por: Paulo Russo, Coordenador do CPPTA; Paula da Silva, consultora do CPPTA; Marcelo Miranda, técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP) e Josenildo Oliveira, gerente de Meio Ambiente da Amapari Energia.  
A equipe foi recepcionada pelos professores e alunos, que em seguida mostraram o desenvolvimento dos viveiros de plantas das referidas escolas. 
Foto: Alessandra Lameira
O professor da Escola Colônia do Cachaço, Juzivam Dias Ferreira, ressaltou a importância do projeto e destacou o envolvimento dos alunos, que buscam auxiliar dando manutenção nos viveiros. “Nota-se que as crianças estão empolgadas. Pois sempre que tem a oportunidade, elas visitam o viveiro, regam as plantas e acompanham o crescimento. Tudo isso aliado a uma grande expectativa”, disse Juzivam.
O gerente de Meio Ambiente da Amapari Energia, Josenildo Olievira , expôs a satisfação de fazer parte desse processo educativo, já que a empresa colaborou com a construção do viveiro doando materiais, tornando a Amapari uma parceira importante do CPPTA. 
Para o coordenador do CPPTA, Paulo Russo, a construção dos viveiros de plantas tem o lado positivo de contribuir com a formação sócio-cultural tanto dos professores como dos alunos que participaram do projeto.
Foto: Alessandra Lameira
"Os viveiros que nasceram dos projetos do CPPTA devem ser percebidos como espaços pedagógicos. Nesses viveiros os professores e alunos poderão trabalhar de forma transversal temas como conservação da natureza e saúde alimentar. Temas que irão estimular a comunidade escolar a fazer reflexões sobre a forma como as pessoas estão se relacionando com os espaços naturais da região e como tem manejado os recursos naturais. É um caminho para escola ir além de seus muros... ir em direção à comunidade onde está inserida  e convidá-la a compartilhar esse momento de aprendizado. Os familiares dos alunos terão a oportunidade de contribuir nesse processo com seus saberes, trazendo suas vivências do meio rural", disse Russo.  
O CPPTA visa contribuir para o aperfeiçoamento dos professores na construção de projetos interdisciplinares, além de sensibilizar para o tratamento dos problemas ambientais da comunidade dos Municípios, utilizando unidade de conservação como um Centro de Referência em Educação Ambiental.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para ajudar conservar a Amazônia, use Ecosia.org

Você quer ajudar a conservar uma das áreas mais ricas em biodiversidade do Brasil? Basta navegar na internet e usar o Ecosia.org, um site “verde”, como ferramenta busca na internet e com isso você pode colaborar com a preservação do Parque do Tumucumaque. 
O internauta procura o que deseja encontrar no site e se clicar em algum link patrocinado, ou seja, de empresas que patrocinam o site, a empresa pagará ao Bing ou Yahoo pelo clique. Então, o Bing ou Yahoo passarão a maior parte desse dinheiro para o Ecosia, que por sua vez doará 80% do valor arrecadado para o trabalho do WWF na Amazônia, mais especificamente na região do entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e de outras unidades de conservação da área. 

Viagem ao Tumucumaque: aventura em distâncias Amazônicas


Por Ligia Paes de Barros, WWF-Brasil
Equipe consertando caminhonete durante viagem pelo entorno
do parque naciona (© WWF-Brasil/Luciano Candisani)
Durante oito dias, três analistas de conservação e uma jornalista do WWF-Brasil percorreu o entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, uma unidade de conservação de 3,8 milhões de hectares, localizada na Amazônia brasileira, no norte do estado do Amapá, do qual ocupa 27% do território. 
A  distância para chegar até o entorno do parque não é curta - a equipe percorreu cerca de 1.500 Km de carro e de barco, enfrentando estradas de terra e trechos de rio de difícil navegação.  Como dizem aqueles que moram na região: “as distâncias Amazônicas são medidas pelo tempo”. Isso porque muitos imprevistos – muitas vezes não tão inesperados – podem acontecer no caminho, a começar pela condição das estradas, que dependendo da época em que se viaja – período de seca ou chuva - podem ser percorridas em 11 ou até 22 horas.  
O objetivo da viagem foi identificar quais são as necessidades da região do Tumucumaque e as oportunidades para desenvolver e apoiar projetos que contribuam para a conservação ambiental do parque nacional e seu entorno. Para isso, a equipe visitou a unidade de conservação e as comunidades que vivem próximas a ela, e acompanhou o trabalho da equipe de gestão da unidade de conservação.  
Os destinos visitados foram os municípios de Oiapoque e Serra do Navio, portas de entrada do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, e Vila Brasil, um vilarejo localizado dentro do parque. 

Roteiro:
•    Brasília – Macapá: aproximadamente 2.500 km de avião – 4 horas
•    Macapá – Serra do Navio: aproximadamente 200 Km em caminhonete 4x4 – 4 horas
•    Serra do Navio – Oiapoque: aproximadamente 650 km em caminhonete 4x4 – 12 horas
•    Oiapoque – Vila Brasil: 4 a 6 horas em voadeira

Logo no primeiro trecho da viagem, a equipe do WWF-Brasil conheceu um pouco da realidade de seus anfitriões: os analistas de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio - autarquia do Ministério do Meio Ambiente responsável pela gestão das unidades de conservação federais), Paulo Russo e Marcela de Marins, responsáveis pela administração, articulação externa, implementação e fiscalização do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Além de Paulo e Marcela, Renata Ferreira, consultora contratada pelo ICMBio, e o motorista, José Mendonça, também integraram o time que recebeu o WWF-Brasil. 
Depois de 100 km de estrada, uma luz se acendeu no painel indicando água no combustível, um problema que se repetiu quase por toda a viagem e que os gestores ambientais resolviam com uma prática digna de mecânico. Conhecimento adquirido durante os anos de experiência na Amazônia e essencial para sobrevivência na região. 
“Essa visita da equipe à região é muito importante para o sucesso dos projetos de conservação ambiental que o WWF-Brasil e a Ecosia apoiarão no entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Além disso, é um privilégio visitar uma área tão rica em biodiversidade, com uma floresta tão preservada”, afirmou Mariana Ferreira, analista de conservação do WWF-Brasil. “Conhecer bem a realidade tanto dos gestores do parque como das comunidades é um pré-requisito para o bom trabalho na região”, completou Luiz Coltro, também analista de conservação da organização.  
Às 22h30, após quase 12 horas de viagem desde Brasília, a equipe chegou ao primeiro destino: Serra do Navio. 


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reunião do Conselho do Parque do Tumucumaque tem saldo positivo em Almerim


Foto: Alessandra Lameira


Conselho Consultivo do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (CPMT), junto com a equipe do Instituto Chico Mendes (ICMBio), realizaram na manhã da última sexta-feira (18), em Almerim-PA, a 16ª Reunião Ordinária. Durante a reunião, estiveram presentes os analistas ambientais Christoph Jaster (Presidente do CPMT), Paulo Russo, Marcela Marins, o Analista de Conservação da WWF Brasil, Luiz Coltro e cerca de 20 representantes das instituições civis e governamentais que compõem o Conselho. 
O Presidente do CPMT, Analista Ambiental Cristoph Jaster, ressaltou a importância da reunião, que pela primeira vez aconteceu no território do Estado do Pará, o qual, também possui terras abrangidas pelo do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) e, em seguida, relatou as atividades do Parque. 
Foto: Alessandra Lameira
O analista de conservação da WWF, Luís Coltro, que falou sobre o Projeto Ecosia e do apoio ao PNMT ressaltando as ações da ONG WWF, de como a mesma capta recursos e de como promove o apoio aos Projetos de cunho ambiental. Cotlro destacou as ações da WWF nos Projetos em conjunto com o Parque, tais como: apoiar as reuniões de conselhos; contratação de pessoal de apoio; publicação do Plano de Manejo; apoio ao Curso Pedagogia de Projetos Ambientais em Temas Ambientais.
O Analista Ambiental Paulo Russo afirmou que as atividades de implantação do CPPTA irão ocorrer, até 2013, nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Laranjal do Jarí. 
Para o deslocamento dos conselheiros até Almerim, foi necessário que a equipe gestora do PNMT fizesse todo um trabalho logístico, o qual contou com o apoio da consultora Renata Ferreira, que organizou o translado de embarcação até o município. Os conselheiros também tiveram a oportunidade de visitar os ribeirinhos do entorno de Almerim, observando o potencial turístico, como por exemplo, a comunidade do Botafogo. Para os conselheiros, a reunião teve saldo positivo. 
A 17ª Reunião Ordinária do CPMT ficou marcada para março de 2012 em Pedra Branca do Amapari.
Conselho Consultivo do PNMT foi criado em 2002, pela Portaria do IBAMA nº 182, de 31 de dezembro. Desde sua criação, o Conselho Consultivo tem contribuído na administração desta importante unidade de conservação, participando das etapas de construção de seu Plano de Manejo e contribuindo para definição de prioridades para sua gestão, especialmente no que se refere à relação com as comunidades situadas no entorno do Parque e a discussão de estratégias de desenvolvimento para os municípios onde a unidade está inserida.
De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei 9.985/2000), cada Parque Nacional deve dispor de um Conselho Consultivo, presidido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela gestão das unidades de conservação federais, e composto por representantes de órgãos públicos e organizações da Sociedade Civil, sempre que possível, respeitando o princípio da paridade.